Hipertensão Arterial Como Fator de Risco para Acidente Vascular Cerebral em População de Baixo Poder Econômico

Hipertensão Arterial Como Fator de Risco para Acidente Vascular Cerebral em População de Baixo Poder Econômico

Resumo

Sabe-se há décadas que a hipertensão arterial (HA) é um importante fator de risco cardiovascular, notadamente, os acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Este trabalho retrospectivo em uma população de baixo poder econômico confirma este fato.

Trabalho

Estudou-se 861 pacientes (502 mulheres e 359 homens) matriculados há pelo menos oito anos em dois ambulatórios, Mesquita e Queimados, municípios do Estado do Rio de Janeiro. Todos portando HA primária, com pelo menos três consultas anuais.

Ao revisar-se o prontuário destes 861 pacientes, observou-se a presença de AVC, hemorrágicos e/ou isquêmicos, em 44 (24 mulheres e 20 homens).

Destes, o percentual de diabéticos (21 +- 3%), dislipidêmicos (44 +- 3%) e fumadores (15 +- 3%) são semelhantes nos dois grupos, de hipertensos com e sem AVC. Não foi possível avaliar-se a presença ou não de sedentarismo nem o grau de adesão às medicações prescritas.

Retrospectivamente, observou-se que a média da pressão arterial no grupo AVC foi de 162,3 x 98,4mmHg, sendo que a média no grupo não AVC foi de 141,1 x 90,4 mmHg.

Conclusão

Tal trabalho revela a dificuldade de atingir-se as metas pressóricas propostas pelas diretrizes europeias e brasileiras em populações brasileiras de baixo poder econômico. Observou-se que o grupo AVC possui níveis tensionais mais elevados que o grupo de Hipertensos sem AVC, o que confirma a relação direta entre os maiores níveis tensionais e os AVCs.

 

 

                        Dr. Maurício de Souza Rocha Jr. & Dr Paulo Roberto Pereira de Sant´Ana