Artigo sobre PRESSÃO CENTRAL, VOP e Alx publicado no jornal O ESTETO DA AMNI

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INDIVIDUALIZANDO O TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS CENTRAIS DA PRESSÃO ARTERIAL 

Paulo Roberto Pereira de Sant’Ana e Fabiano de Souza Ramos 

Ao longo de 120 anos, foi construído todo o conhecimento de epidemiologia para medidas de pressão arterial baseada em medidas periféricas, em especial através da artéria braquial, com a utilização de equipamentos auscultatórios e oscilométricos validados e calibrados, servindo como base para o diagnóstico e acompanhamento da doença hipertensiva. 

Inicialmente temos as medidas de pressão arterial no consultório, com aparelhos de coluna de mercúrio e os aneróides, posteriormente os aparelhos automáticos e semi-automáticos e recentemente o uso da MAPA, MRPA e AMPA. 

Segundo o professor Marco Mota, principal investigador do Centro de Pesquisas Clínicas do Centro Universitário - Cesmac / Hospital do Coração de Alagoas e um dos líderes no Brasil sobre o assunto, os conhecimentos dos parâmetros centrais antecederam a 1896 porém foram abandonados à época com a introdução esfigmomanômetro de coluna de mercúrio. Ao longo dos anos mais recentes o interesse nesse assunto reacendeu, mas esteve restrito ao ambiente acadêmico da pesquisa médica, o que fundamentou um conjunto de evidências reforçando a utilização dos parâmetros centrais na avaliação e acompanhamento dos indivíduos hipertensos. 

Em termos de fisiologia cardiovascular, a velocidade com que o sangue sai coração e a resistência das artérias a passagem de desse sangue são determinadas pela rigidez das paredes dessas artérias. Essa condição pode ser avaliada através da pressão central, uma técnica que utiliza a medida da onda de pulso gerada a partir de cada batimento cardíaco.

Esta é a nova arma no diagnóstico/prevenção de doenças cardiovasculares. Com essa informação, é possível determinar a qualidade das artérias, a idade biológica dos vasos, antecipar e escolher tratamentos mais adequados para cada paciente. 

Para o professor Eduardo Costa Duarte Barbosa, presidente da Sociedade Latino Americana de Hipertensão (LASH) e da Sociedade Arterial Latino Americana (Artery LATAM), a avaliação dessa elasticidade arterial tem importância clínica na medida em que pode estratificar melhor os fatores de riscos do paciente e, dessa forma, contribuir para o tratamento e prevenção dos eventos cardiovasculares, responsáveis por mais de 380 mil mortes no Brasil, segundo o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e aproximadamente 18 milhões no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. 

No Brasil, a tecnologia de aferição da pressão central já está validada pela Agência Nacional de Vigilância Alimentar (Anvisa), mas poucos médicos ainda estão familiarizados com os métodos. Entretanto, de acordo com o professor Eduardo Barbosa, pesquisas recentes têm demonstrado as contribuições desse novo conhecimento que direciona a uma maior personalização da Medicina. 

“Os estudos têm demonstrado que esse é um conceito que pode modificar a forma de lidar com os pacientes através de uma medicina mais individual com tratamentos personalizados”, aponta o especialista, destacando ainda maior atenção a pacientes hipertensos, com obesidade, e diabetes tipo 2, pois estes possuem vasos mais rígidos e maiores chances de infarto. 

Com essa nova abordagem, podemos compreender também o comportamento dessa variável na raiz da aorta (pressão central), além das medidas de augmentation índex (AIx) que trata da funcionalidade das pequenas artérias e a velocidade de onda de pulso (VOP) que se refere a rigidez das paredes das artérias principais. 

Artigo sobre PRESSÃO CENTRAL, VOP e Alx publicado no jornal O ESTETO DA AMNI

Ainda segundo o professor Marco Mota, a VOP é considerada o padrão ouro para avaliar a rigidez arterial e sua mensuração foi demonstrada como prognosticadora de eventos cardiovasculares em uma meta análise com 17 estudos que incluíram mais de 1.500 indivíduos.  

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Em termos de recomendação The 2013 Task Force for the Management of Arterial Hypertension of the European Society of hypertension (ESH) and of the European Society of Cardiology (ESC), e desde a 6ª Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial abordam em seus documentos a utilização da velocidade de onda de pulso na avaliação e estratificação de risco do paciente hipertenso. 

De forma semelhante em 2015, The American Heart Association, baseada na percepção de que rigidez arterial é um preditor de futuro risco cardiovascular, recomenda enfaticamente que “É razoável a medida de rigidez arterial clinicamente pela determinação da velocidade de onda pulso (Classe IIa; Nível de Evidência A). 

A avaliação dos parâmetros centrais é realizada através da técnica tonometria de aplanação da artéria radial que consiste em medição da onda de pulso em pontos diferentes do trajeto da artéria para determinar a rigidez, cujos aparelhos são de grande tamanho. 

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Modernamente é realizada pela técnica de “Triple PWA (brachial BP/Pause/3 x brachial BP + PWA)” em avaliação única, sequencial, com gravação ambulatorial dos vários dados em um dispositivo de tamanho menor/adequado denominado Mobil-O-Graph®, cujo tamanho é semelhante a um aparelho de M.A.P.A. 

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Dessa forma, esse “novo olhar” ampliado para a óptica dos parâmetros centrais, ajudarão a melhor diagnosticar, estratificar, tratar, e acompanhar a evolução do tratamento do hipertenso.

Permitirá também enxergar: parâmetros de rigidez dos grandes vasos (VOP); parâmetros de funcionalidade das pequenas artérias (AI); e, também dados hemodinâmicos como índice cardíaco e resistência periférica. Além disso, podemos observar os dados de pressão (sistólica e diastólica) na raiz de aorta, que devem ser menores que os valores periféricos, e quanto maior for essa diferença, pode significar saúde vascular.

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Referências:

1-    PEBMED pebmed.com.br

2-    Prediction of Cardiovascular Events and All-Cause Mortality With Arterial Stiffness

A Systematic Review and Meta-Analysis

Charalambos Vlachopoulos, MD, Kostantinos Aznaouridis, MD, Christodoulos Stefanadis, MD

Athens, Greece

Vlachopoulos et al J Am Coll Cardiol 2010; 55: 1318-1327

3-    ESC/ESH Arterial Hypertension (Management of)

4-    (Hypertension,2015;66:698-722.DOI: 10.1161/HYP.0000000000000033.)

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EXAME REALIZADO PELA MEDCOR